Boa tarde a todos.
Vejam, venho lá de trás, dos idos de 1969... tempo dos cartões perfurados, dos velhos e gigantescos mainframes, quando computação era coisa de privilegiados e uma máquina com 512MB de RAM uma utopia jamais sonhada então...
Queria ser um escovador de bits e tinha que entender um pouco de Assembler... a coisa toda era na base de UNs e ZEROs mesmo. Sistema operacional? Bom vc.tinha o bom e velho DOS, alguns sabores de UNIX e uns trecos que já nem me lembro mais o nome... em casa, tinha um Apple TK-3000-II, uma verdadeira jóia, para a época.
De lá para cá vim me deslumbrando a cada passo que a informática deu.
Os inovadores PCs, o revolucionário XT, o fabuloso 386, o 486, a geração dos Pentiums e tudo isto que hoje temos...
Escrevi programas em Assembly, passei a usar o Basic, conheci o DBase II, utilizei intensamente o Clipper, depois o DBase V, migrei para o Delphi e hoje brinco um pouco com PHP, Java, JavaScript, CSS, XML, MySQL e outros brick-a-brack em voga...
Tem sido uma longa estrada... mas não se iludam... nunca fui um gênio dos bits. Longe disto... jamais sequer entrei para o seleto mundo dos experts em informática...
Fiz um curso de Análise de Sistemas depois de já "velho" para o ramo e jameis fui empregado de qualquer das grandes empresas da área... eu não passava no tal do Psicoteste... que era a forma que as grandes utilizavam para eliminar quem não alinhasse com os interesses deles... havia (e ainda há) na área, uma coisa que brasileiro diz que não existe aqui: racismo!
Curioso, igual a grande maioria dos brasileiros, não sou negro; mas é óbvio que tenho ascendência negra; misturado com italiano, holandez, portugues e índio, pasmém!
Pois é, a industria da computação nunca gostou muito de preto e usavam o teste psicotécnico para eliminar caboclos tal como eu, que classificava entre os primeiros nos testes de matemática, lógica formal, etc... e não passava no psicotécnico.
Reminiscências...
Mas aprendi a mexer com computadores e fiz muita festa, sozinho...
Hoje (e desde 1990), vivo disto. Fui programador, instrutor, desenvolvedor e hoje uso a máquina para apoiar atividades de turismo ecológico. Tudo por conta própria!
Mercado em crise. Sim, há uma crise, embora muitos digam que isso é bobeira.
Minha perguntinha (e vem sempre no final...): O mercado de computação gráfica realmente vale à pena? O que é cobrado, hoje, em média, no universo das maquetes eletrônicas? Alguém poderia dizer, sem ferir a ética do setor? Quem é o grande cliente de maquetes eletrônicas? Onde ele está? O que ele espera de nós (digo nós, porque espero aprender a fazer isto e ganhar alguma coisa com isto!) afinal? Como aferir a qualidade do produto? A política das grandes empresas desenvolvedoras de software lhes parece justa?...
Bom, espero que tudo isto acenda uma boa discussão sobre o assunto...
Desculpem-me ter me estendido tanto, mas as vezes a gente se empolga um pouco...
Muito obrigado pela paciência de vcs.
Abs.
Abu Khan
aprendendo a modelar em 3D