O Alysson tem razão quanto ao nosso mercado de trabalho aviltante, mas se vc começar por um bom curso (Azimut, Melies, etc...) terá uma boa chance de ser indicado ou requisitado para uma empresa grande de 3D e sair do meio do bolo. Porém, mesmo assim acontece outra coisa perversa neste mercado. Quem ganha realmente grana é quem administra estes talento, salvo raras exceções. Os artistas ralam, cada qual se especializando em uma função específica (modelagem, background, iluminação, etc). Aprendem muito mas quem coordena e administra é que fatura decentemente (ou até indecentemente). Mas é um caminho... O outro todos nós já conhecemos...
De fato o melhor é mesmo tentar primeiro aqui para ver se vc tem chances de avançar.
Os módulos on-line, depois um curso mais profissionalizante de maior duração, numa destas escolas de qualidade (não vale à pena perder tempo com os embromations school meia boca).
Quanto à ser um doutor, no Brasil ainda dá muito status. Ser chamado de arquiteto ou engenheiro, conta muito ponto e impõe respeito... Fico furioso quando um arquiteto se refere ao nosso trabalho como o de um mero coadjuvante desqualificado, desenhista ou cadista são termos usados preconceituosamente para que os louros fiquem todos com o \"doutor\".
Em cinema tb vejo isto acontecer com muitos artistas (aderecistas, por exemplo), tão ocupados e envolvidos apaixonadamente com o que fazem que não se valorizam.
Na realidade, muitas das vezes, salvamos projetos ruins ou resolvemos problemas cruciais quando fazemos um 3D. Escadas e telhados que não funcionarão, por exemplo. Esteticamente, quando temos uma boa noção de design e composição. Pode ter certeza que vai ficar obscurecido por quem te contratou.
Mas é apaixonante e prazeroso demais criar, modelar, fazer arte de uma forma geral.
Não sou pessimista como pode parecer, acho apenas que ainda não criamos um mercado consistente.