O Stan3DArt publicou um vídeo sobre o fim das da visualização de arquitetura como conhecemos, explicando que imagens e animações realistas se tornaram Commodities e quem quiser continuar tem que evoluir para Digital Twin.
Veja abaixo o vídeo sobre o fim das profissões relacionadas com visualização de arquitetura.
O autor explica o que venho falando há mais de um ano, em 2010 só os melhores artistas 3D conseguiam produzir imagens e animações realistas, em 2020 qualquer novato conseguia produzir imagens realistas, depois chegou a IA e qualquer pessoa semi-alfabetizada consegue produzir imagens e animações realistas.
Portanto, é melhor catar latinhas do que produzir imagens e animações, mas isso não significa que o 3D vai acabar, muito pelo contrário, o vídeo mesmo aponta que a demanda por 3D continuará aumentando, porém, ela e o dinheiro migraram para produtos que eram impensáveis até pouco tempo atrás, aplicações interativas 3D e Digital Twins.
Entretanto, não são simples passeios virtuais por ambientes com interações comuns, são sistemas robustos que exibem dados em tempo real e oferecem opções de análise e gerenciamento predial, é um produto elaborado que acaba sendo muito mais útil depois da conclusão do projeto.
Se o seu prazer é modelar, mapear, texturizar, iluminar, animar e criar os códigos para as interações, infelizmente isso tudo vai acabar e passará a ser feito pela inteligência artificial, mas se o seu prazer está em apresentar projetos de arquitetura, engenharia e construção (AEC) da melhor forma possível e que ainda possa ser usado para gerenciamento depois da construção, certamente terá um grande e rico mercado para explorar.
A questão é que você não será mais um artista 3D, você precisará conhecer todas essas áreas extintas para gerenciar a IA, saber o que pedir, como pedir, verificar o resultado, apontar correções, validar e se responsabilizar pelo resultado, pois a IA não pode ser processada por algum problema no projeto, ou seja, você será uma babá de IA e isso pode não satisfazer quem tem uma grande veia artística além da veia criativa, já que o artista gosta de fazer e não somente de pensar e guiar a criação.
A conclusão é que o mercado não vai acabar, vai expandir bastante nos próximos anos, mas continuar ou não nessa área depende das preferências pessoais de cada um.