tabela de preços

Por: Comandante X  

Em: 20/03/2004 22:16

[_Serial_]: não disse fazer uma tabela para clientes, e sim para os profissionais. "sindicalizar". Eu sei que nem todos vão praticar esse preços, mais uma referencia ajudaria a cobrar, e mesmo os maus profissionais, sabendo desse preço iriam tentar se aproximar, e o que o cliente iria procurar já que os preços são parecidos seria qualidade.O que acontece é que sem preço, se um cara que recem comprou seu pc de 800 conto das casas bahia, baixou o max no emule e aprendeu tudo que sabe vendo meia duzia de tutorial espalhado por ai, seja esse um muleque de 10 anos (nada contra os mais jovens, tem nego q eu jah vi aqui com quase metade da minha idade e manda melhor q eu, mais para se ver a facilidade de aquisição de recursos) pode muito bem cobrar 50 conto por imagem, no final do mes da pra pagar uma tubaina com os amigos. Dai profissionais de gabarito q podiam estar na pixar, q geralmente tem familia para sustentar o custo seria 20x maior ou mais, mais cobrar do muleque que ele cobre outro valor, sem se "prostituir" não dah pq, ql o valor correto? Quanto a regionalização concordo tanto q cada area eh um preço, um custo de vida e vaum cobrar isso da gente mas deveriamos unificar, pq cah pra nós nossos "clientes" não estão entre as classes sujeitas a grandes disparidades entre regioes, sem contar que espero q naum me apedrejem, mas é parte de uma "prostituição" dessa região, vamos pegar sp, onde tem tudo, tudo eh mais perto e mais facil e deveria ser mais barato, mas não é, mas vá a regioes menos "ricas", o salario minimo é luxo. è oq eu penso, não vou mais me extender por enquanto Desculpa se ofendi alguem
Mais uma coisa... acredito este o site uma das maiores influencias na area em todo pais, talvez fosse aqui o lugar de acender a centelha e tentar se propagar
Pessoal, não li todos as mensagens, mas é o seguinte, a dona do escritório onde eu trabalho "combina valores" com demais arquitetas para que mantenham um preço médio... mas o problema é que sempre tem aqueles menos providos de dons para projetar e cobram bem menos, até por que se cobraram compatívelmente com as demais niguém os contrata, então é o seguinte, discubra os melhores de sua cidade que fazem o mesmo serviço que o seu e tente discutir em reunião um valor justo... eu estou pensando em fazer isso, mas primeiro tenho que terminar de estudar, pois ainda não estou no nível que considero no mínimo adequado para prestar serviços descentes, então ao invés de sair fazendo por ai, eu preferi primeiro aprender direito. Até mais!
Marcelo Silva - Cascavel - PR [email protected]
Quando eu disse, descubra os melhores de sua cidade, isso por que eu moro em cidade pequena, pois numa cidade do tamanho de São Paulo sei não se pode reunir todo mundo que faz 3D...
Marcelo Silva - Cascavel - PR [email protected]
Então cracksther, o problema de fazer esta "reunião" com os outros profissionais é que isso caracteriza cartel, que é ilegal e por ser um crime dá "cana". Então isso fica inviável. Além disso nem todos têm o mesmo pensamento e nem todos querem partilhar o que têm na manga para outros que eles mesmos consideram concorrentes. Então este é outro ponto difícil de pôr em prática. Acho que isso deveria ser discutido mais do que já é nas faculdades e cursos que existem por aí, isso pra profissionais que buscam cursos né? Um abraço.
Always Outnumbered, never outgunned! 3daulas.wordpress.com - Em construção.
"regisrock"]queria trabalhar só duas horas por dia tava bom demais!!! hehehe[/quote:0cff51fd49 disse: Bem eu como sou peão mesmo, se me pagar R$ 350,00/dia eu trabalho o dia inteiro... Vejamos 5 dias na semana... 4 semanas no mês.... R$ 7.500,00 acho que da pra viver com um pouco de "sacríficio é claro", mas dá pra viver... :lol:
Cara, para "peão" você faz um trabalho muito bom. Eu vi o seu site e seus tutoriais. Espero que você venha a ganhar ainda muito mais do que isso. Abraços Luís Carlos Petry
Luís Carlos Petry www.topofilosofia.net
Eu acho complicado fazer uma tabela de preços ser cumprida... basta lembrar o que ocorre com a própria profissão da arquitetura... que é sindicalizada e infinitamente mais regulada que a CG, para assinar uma planta você tem que ter CREA e tal... e a lei garante para o arquiteto que trabalha 40 horas semanais um salário mínimo de mais de 4000 reais... o sindicato também tem tabelas de preços mínimos por metro quadrado. Agora pergunta se em algum lugar isso é a realidade, nenhum, o que vale é a lei da selva mesmo... CG ainda tem o problema da pirataria, que é aquela velha discussão do Brasil, pergunta para qualquer empresário: ele vai te dizer que nem se importaria tanto assim de pagar os impostos, já que esses seriam repassados para os consumidores, o problema é que o concorrente da outra rua não paga, e se ele pagar ele vai ter prejuízo, ou vai ter que cobrar um preço que ninguém vai querer pagar... é a questão dos camelôs concorrendo com as lojas que pagam impostos, é toda a questão da informalidade no Brasil. Se alguém garantisse que não terá pirataria não tem problema, pois o custo do programa não seria nosso, esse seria repassado para quem encomenda o modelo. Mas com a pirataria prevalecendo, como é que fica o cara que não é rico? Vai pagar pra trabalhar?
"ordjonikidze" disse: Eu acho complicado fazer uma tabela de preços ser cumprida... basta lembrar o que ocorre com a própria profissão da arquitetura... que é sindicalizada e infinitamente mais regulada que a CG, para assinar uma planta você tem que ter CREA e tal... e a lei garante para o arquiteto que trabalha 40 horas semanais um salário mínimo de mais de 4000 reais... o sindicato também tem tabelas de preços mínimos por metro quadrado. Agora pergunta se em algum lugar isso é a realidade, nenhum, o que vale é a lei da selva mesmo... CG ainda tem o problema da pirataria, que é aquela velha discussão do Brasil, pergunta para qualquer empresário: ele vai te dizer que nem se importaria tanto assim de pagar os impostos, já que esses seriam repassados para os consumidores, o problema é que o concorrente da outra rua não paga, e se ele pagar ele vai ter prejuízo, ou vai ter que cobrar um preço que ninguém vai querer pagar... é a questão dos camelôs concorrendo com as lojas que pagam impostos, é toda a questão da informalidade no Brasil. Se alguém garantisse que não terá pirataria não tem problema, pois o custo do programa não seria nosso, esse seria repassado para quem encomenda o modelo. Mas com a pirataria prevalecendo, como é que fica o cara que não é rico? Vai pagar pra trabalhar?
Creio que aqui "ordjonikidze" colocou questões importantes. Eu penso que se trata da questão da organização de uma atividade profissional, dentro do universo digital. Nela entram dois aspectos: a formação/legitimação e por outro lado a questão da pirataria. Os dois são muito importantes e merecem uma ampla e detalhada discussão. Se por um lado a utilização do computador para atividades de produção de imagens, arte, cgi, hipermídia, etc. é o resultado de uma grande pesquisa intelectual e acadêmica, a popularização de seu uso trouxe novos problemas. A história da ciência (Thomas B. Kuhn - A estrutura das revoluções científicas) esta repleta de casos semelhantes. Toda a vez que uma técnica poderosa se torna popularmente difundida ela produz grandes mudanças sócio-culturais. Eu penso que o elemento chave inicial reside na questão que esta na base das discussões sobre a pirataria do software. Por um lado, temos algumas vezes encontrado a idéia corrente de que "temos de levar vantagem" :: eu a encontrei várias vezes e relato aqui uma delas recente - ao discutirmos um determinado software de 3D muito acessível do ponto de vista econômico, eu ouvi a seguinte frase: "ah, vou na ES e compro ele por vintão", ao qu respondi: "se você se cadastrar na comunidade ele irá custar X dólares, cerca de 55% por cento do valor que irá pagar pela cópia pirata". A pessoa riu e não deu bola para o que falei. Ao comprar o a cópia na ES ele estará fazendo, ao meu ver o seguinte: 1º des-reconhecendo o trabalho das pessoas que criaram e trabalharam no software para que ele fosse e chegasse a ser o que é; 2º entrando em um caminho no qual ele jamais poderá carregar qualquer um dos arquivos que eu passar para ele ou para a comunidade na qual trabalhamos pois, a versão que ele instala não possui os upgrades e correções que são liberados na comunidade dos usuários registrados e assim por diante, poderíamos elencar vários motivos contra a pirataria. Mas existe, a meu ver, outros argumentos, os quais não falam a favor da pirataria, mas se colocam na questão do preço cobrado pelos aplicativos. Ainda não temos uma política no assunto que trate o tema de modo geral e de forma eficaz, se bem que iniciativas como o Maya lerning e o Vue education tem mudado este panorama. Eu quero dizer o seguinte: 1º o valor cobrado pelos softwares de 3d em geral (falo aqui dos gigantes) deverá mudar e se tornar mais acessível ao usuário comum ou iniciante - ou ainda em geral; 2º as politicas acadêmicas, para Universidades reais e sérias e os estudantes de cursos de graduação deveriam ser ampliadas e incentivadas; 3º o software em geral devera ser tratado como o livro pelo governo federal brasileiro, pois ele é instrumento para produção de idéias e cultura (aqui eu estou dizendo que um arquiteto também é um forte produtor de cultura sim). Certamente que muitas empresas abriram novas frentes no que diz respeito ao incentivo acadêmico e ao apoio na formação, mas muitas vezes quando eu encontro um representante de soft aqui no Brasil, sou levado a questionar se eles estão realmente cumprindo o seu papel ou, apenas pensando em número de caixas vendidas. Neste caso tenho tido encontros felizes e outros muito desagradáveis... Por isso concordo com as colocações de "ordjonikidze" e penso que este tópico abriu uma importante e séria discussão. Não quero desviar o tema central do tópico, mas apenas colocar um adendo: :)
Luís Carlos Petry www.topofilosofia.net
Ae galera... quero deixar minha humilde opinião de novato sobre este assunto que pra mim é um tema mto importante... Não sei se existe uma tabela oficial de preços para os arquitetos, mas como referência por exemplo, a revista Arquitetura & Construção tem um índice de preços por m² para os arquitetos, qualificando como padrão simples, médio ou luxo. Eles tem telefone, energia, gasolina, tempo, e entre tantas coisas o tempo que estudaram e se dedicaram para aprender e ainda sim não existe um padrão de qualidade, existem arquitetos e ARQUITETOS, projetos e PROJETOS... isso tudo não nos parece meio comum??? Não é assim tbm com os profissionais de 3D em arquitetura? Nas contas pra pagar, no tempo de estudos, na variação de qualidade nos serviços, e até na forma de medir o índice... o desenho não tem o m², ou o tamanho e agente as vezes não qualifica por nível de dificuldade ou complexidade baixo, médio e alto??? Porém, num exemplo simples, o cliente (supondo um arquiteto) pagou $100,00 por um desenho que se bem feito o correto seria cobrar $800,00 (suposição), aí esse arquiteto comenta com outro arquiteto de outra cidade o preço que pagou e aí qdo este outro arquiteto for pagar $400,00 por um serviço idêntico vai achar caro, sendo que ele tá pagando a metade do que seria correto (conforme o exemplo). Será que se houvesse algum índice de preços como referência, não serviria como incentivo para aquele que cobra mto abaixo melhorar a qualidade do seu trab para cobrar dentro da tabela ou se cobrar abaixo, mto barato, pelo menos o cliente (o arquiteto no exemplo) sabe que esta pagando pouco por pouca qualidade... Sei que a qualidade do serviço pode varia mto.... mas o mesmo acontece com os arquitetos... projetos e PROJETOS... mesmo assim eles tem uma ferramenta que facilita a negociação com o cliente que fica sabendo se tá pagando abaixo ou acima da tabela e porque... Além do mais... Uma tabela ou índice, uniria e valorizaria mto os profissionais em 3D... É claro que isso tudo não se encaixa se houverem poucos profissionais prestadores de serviço e a maioria estiver em escritórios... como disse, sou novato... não sei exatamente como está o mercado... Bom...desculpa aos feras se falei mta bobagem.... sei que falei bastante....isso sim....espero q ning tenha dormido....hehehe...
Trazendo aos olhos o que estava apenas na imaginação http://rafanetomaquetes.blogspot.com.br/
"[_Serial_]" disse: Então cracksther, o problema de fazer esta "reunião" com os outros profissionais é que isso caracteriza cartel, que é ilegal e por ser um crime dá "cana". Então isso fica inviável. Além disso nem todos têm o mesmo pensamento e nem todos querem partilhar o que têm na manga para outros que eles mesmos consideram concorrentes. Então este é outro ponto difícil de pôr em prática. Acho que isso deveria ser discutido mais do que já é nas faculdades e cursos que existem por aí, isso pra profissionais que buscam cursos né? Um abraço.
Ola grande, olha só como é a vida, sou economista e piro com 3d. Como não comercializo meu trabalho, vou dar minha opinião de economista: Uma reunião de profissionais para regulamentar uma profissão e propor uma tabela de preços não é certo, apenas com uma associação regulamentada pela lei é que se pode propor um valor unificado, porém nunca impor. A CONSTITUIÇÃO PREVE ISTO, pela organização de profissionais. Quando empresas me contratam para determinar preço de produtos tenho sempre que levar em conta os custos fixos e variáveis, também o markup (retorno esperado pelo produto) com isso monto uma equação. Proponho que para definir o preço do trabalho também se leve em conta as variáveis exogenas. Bom deixa eu ser claro: 1 - Custos fixos (por hora): Valor hora da cópia do max(o produto se deprecia em +/- 3 anos e 8 horas dia, então é o valor do Max é dividido por 8760) + valor hora profissional (incluir encargos trabalhistas)+Custo com hora de energia elétrica + custo hora do computador (também se deprecia em +/- 3 anos) + outros custos em hora (adsl,outros softwares etc) 2 - Custos variáveis (também por hora): transporte (inclui par visita ao cliente)+tempo para visita(profissional)+outros custos 3 - Somando os dois temos o custo real por hora para se dedicar uma hora em fazer o projeto. 4 - Faz-se uma previsão do tempo em horas para fazer a cena. 5 – Multiplica a previsão do tempo em horas pelo custo real por hora e se tem o custo do projeto. 6 – Aplica-se 20% a mais pois pode acontecer um erro na estimativa e obtém o custo real do projeto. 7 – Com o custo real do projeto esta na hora de por o seu lucro, bom, agora esta na hora de olhar para o mercado e responder as seguintes perguntas: a) Quanto o concorrente esta cobrando? b) Existe muitos concorrentes? c) Qual é a qualidade e a dos concorrentes? d) Vc já tem um mercado formado ou quer abrir mercado? É claro que dependendo destas e outras respostas vc terá de ajustar o seu lucro, mas poder ser feito da seguinte maneira: Ajustando o lucro com a realidade do mercado, desde que não se tenha que reduzir o preço. Ao somar o custo real do projeto com o lucro que se quer obter encontramos o preço que deve ser cobrado. Façam estas contas e vcs vão se surpreenderem com o custo. O que é interessante é quanto mais experiencia se tem, menos tempo se leva par fazer o projeto, mais projetos se faz e o preço é constante, ou seja, não diminui!!! Logo a experiência trará mais rentabilidade para o negócio. Bom, acho que é isso, fico disponível para tirar duvidas. Sucesso a todos....

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